O governador Mauro Mendes (DEM) criticou a derrubada de vetos a trechos do Projeto de Lei nº 21/2021 que coloca a educação como serviço essencial e afirmou “não entender a lógica” dos deputados estaduais que mantiveram o item que condiciona o retorno às aulas presenciais, à vacinação contra Covid-19 dos profissionais. Apesar das críticas, disse que não vai levar o caso à Justiça.

“Não vou judicializar, mas eles vão prejudicar gigantemente a educação. Lá em Portugal, por exemplo, a educação foi o último que parou e o primeiro que voltou. Aqui foi o primeiro que parou e o último que vai voltar. Olha como estão tratando a educação em nosso estado. É muito provável que tem filho ou neto de deputado em escola privada que esteja tendo aula e a educação pública não pode voltar. Fica a reflexão”, declarou o governador, nesta quinta (1º) durante evento de entrega de equipamentos para o combate a incêndios florestais, na Praça das Bandeiras.

Argumenta ainda que professores da rede privada estão trabalhando em atividades presenciais e questiona o motivo de professores da rede pública não estarem nas salas de aulas.

“O professor da rede pública não pode voltar, os bombeiros estão trabalhando, Sema trabalhando, todas as secretarias. Qual a diferença do professor para os outros servidores? E do servidor público para indústria, comércio? Milhares de mato-grossenses estão trabalhando sem receber nenhuma dose. Alguém sabe me explicar a diferença? O que torna os professores diferentes?”, questionou.

Mauro lembrou também que os professores têm sido vacinados desde que foram incluídos nos grupos prioritários. Contudo, o deputado estadual Thiago Silva (MDB), ao discursar pela derrubada do veto na sessão de ontem (30) da AL, destacou que o que se pede é a inclusão de todos os profissionais da educação no roll de prioridade, o que inclui merendeiros, vigias de pátio e servidores das secretarias das escolas, por exemplo.

“Pedimos para vacinar com prioridade, já receberam a primeira dose. Agora, tem professor que não quer vacinar, e não vai voltar nunca mais para a sala de aula?”, finalizou Mauro.

Fonte: RD NEWS