Candidata do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na disputa ao Senado em Mato Grosso, a coronel Rúbia Fernanda de Oliveira Santos (Patriota) tentou minimizar nesta quinta-feira (22) a polêmica em torno do apoio do vice-governador Otaviano Pivetta (sem partido), que até o início desta semana pertencia ao PDT, partido de centro-esquerda, que faz oposição ao comandante do Palácio Alvorada. Durante entrevista ao programa A notícia de Frente (TV Vila Real, canal 10.1), a militar negou qualquer constrangimento pela composição política com um ex-militante de esquerda.

Ela revelou que consultou o próprio presidente antes de se “unir” ao então pedetista. “Tudo que eu faço eu repasso ao presidente Jair Bolsonaro, até mesmo porque é minha primeira vez na política e, por conta disso, preciso da orientação dele. Tenho recebido muitos apoios. E outra, eu receber apoio de alguém não significa que eu vou estar junto com as mesmas ideologias dessa pessoa”, disparou.

No último sábado (17), Pivetta sacramentou seu apoio a coronel durante um ato político realizado no município de Lucas do Rio Verde (332 km de Cuiabá). Dois dias depois, Pivetta deixou o PDT, justamente por ter escolhido caminhar ao lado da militar na disputa suplementar, marcada para o dia 15 de novembro.

Apesar de Pivetta ter se desfilado da legenda, a união gerou críticas por correligionários do presidente. Na tarde desta quarta-feira (21), o deputado federal deputado federal Nelson Barbudo (PSL) deixou claro que não recebeu com “bons olhos” a conexão com o partido de centro-esquerda.

Por conta disso, Barbudo adiantou que iria pedir a orientação de Bolsonaro para decidir se apoiaria ou não a coronel. “Isso é novidade para mim, eu não sabia que o Otaviano tinha deixado o PDT. Agora, candidato que se diz ser representante de Bolsonaro e se aliar com a esquerda não dá. A coronel, eu considero alinhada com o presidente, mas ela não pode cometer o equívoco de querer apoio do PDT”, criticou Barbudo.

BATE E REBATE

Durante a entrevista, a militar também respondeu aos ataques dizendo que seus adversários sofrem de “amnésia e problemas mentais”. Na última semana, o empresário Reinaldo Moraes (PSD) declarou que a militar foi inconivente ao sentar-se ao lado de Bolsonaro, sem mesmo ter sido convidada, durante um evento em Mato Grosso.

“Esse cidadão está com probleminhas mentais. Eu estive com presidente em um evento privado e não na entrega de títulos. Eu conheço muito bem a legislação eleitoral e tenho cumprido ela à risca. Nos encontramos em um evento em Sinop. Ele estava no avião e me ligou passando as coordenadas”, disse.

Fernanda também respondeu ao deputado Elizeu Nascimento (DC), que a criticou a por ter apoiado candidato “petista” no pleito passado. Na ocasião, Elizeu lembrou as relações políticas recentes de Rúbia e o marido, o tenente-coronel Wanderson Nunes de Siqueira, que foi candidato a deputado federal em 2018 pelo PV, partido que apoiava a candidatura de Fernando Haddad (PT) na disputa a presidência.

“As pessoas estão utilizando isso para descaracterizar o projeto do Jair Bolsonaro. Eu acho que Elizeu está trabalhando demais na Assembleia e está tendo um pouco de amnésia, porque, nas eleições de 2018, inclusive ele, caminhou junto com meu esposo pedindo votos no interior. Tudo isso tem foto, vídeos e está na redes sociais do meu marido”, rebateu.

Fonte: folhamax