Uma carteira da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do jornalista Marcelo Leite Ferraz, que teve o corpo encontrado na última segunda-feira (2) nas imediações do bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, foi encontrada no terreno onde foi morto. Ele foi descoberto durante diligência da Polícia Civil com o principal suspeito do assassinato, Jonh Lennon da Silva, realizada na tarde desta quarta. Ferraz se formou recentemente em Direito.

Jonh Lennon foi preso na noite de ontem, após moradores de rua denunciarem aos policiais que ele relatou ter matado Marcelo Ferraz. Na manhã de hoje, ele foi ouvido na Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).

 

Na diligência realizada na tarde de hoje, os policiais da equipe chefiada pelo delegado Fausto Freitas encontraram o documento e isolaram o local. A Politec foi acionada para fazer uma nova perícia no local.

Segundo o delegado Fausto Freitas, o suspeito confessou o crime. John Lennon relatou que que flagrou a vítima com sua namorada. Na ocasião, a garota fazia sexo oral no jornalista.

Então, o suspeito deu um tapa na namorada e entrou em luta corporal com o jornalista. Após ele cair, deu as pedradas na vítima. “Algumas testemunhas relataram para a polícia esse problema de droga, mas a versão dele é de que a vítima saiu com a namorada dele. Ele na hora ficou muito nervoso e partiu para a agressão culminando com isso aí”, falou o delegado.

PRISÃO DECRETADA

Após a diligência, o acusado deve ser encaminhado para audiência de custódia no Fórum de Cuiabá. Isso porque, o juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, decretou a prisão preventiva dele. Existia o temo de que, por não ser detido em flagrante, o suspeito do assassinato respondesse pelo caso em liberdade.

No pedido de prisão, a Polícia Civil ressaltou que ele confessou o crime. Marcelo, segundo o documento, foi morto porque não pagou R$ 3 de uma dívida de droga e ainda para ter o celular roubado.

O pedido destaca ainda que o suspeito não tem residência fixa e possui extensa ficha criminal.

As alegações foram suficientes para convencer o magistrado a decretar a prisão preventiva. “As diligências até o momento realizadas demonstram pertinentes a persecução penal e a prisão temporária se mostra imprescindível, pois caso o representado continue solto, poderá embaraçar o término das diligências finais destinadas à delimitação do crime de homicídio que se apresenta, à princípio, doloso”, diz a decisão 

 

 

Galeria de Fotos

 
 
 
Fonte: Folhamax