A Polícia Militar de Várzea Grande atendeu um caso de maus-tratos contra um jegue praticados pelo dono dele em um bairro de Várzea Grande. O caso foi registrado neste domingo (1º), pelo Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental da Cidade Industrial.

Segundo o narrado pelos policiais militares no boletim de ocorrência, eles foram acionados porque o pobre bicho estava chorando alto. Isso foi confirmado com a ida até a casa do pet, mas lá eles perceberam que o equino estava sendo bem tratado, mas chorava de saudade do dono, pois este precisara se separar dele momentaneamente, para ir ao mercado comprar mantimentos para ambos.

A denúncia foi feita anonimamente por vizinhos que confundiram os sinais emitidos pelo bicho e por isso a ocorrência acabou sendo registrada, pois envolveu deslocamento de viaturas, designação de equipe e essas coisas custam dinheiro ao Estado. Isso obrigou a que os PMs, apesar de não enquadrarem o dono porque ele não cometeu crime algum, ter que registrar a ocorrência atípica como atendimento a possível caso de maus-tratos a animais domésticos. Caso esse que, reforce-se, jamais aconteceu, porque ao chegarem o que encontraram foi sim o animal amarrado, mas na sombra, bem alimentado e com ração por perto. No corpo, indício nenhum nem cicatriz ou qualquer outro sinal de maus tratos.

O dono do mascote superdesenvolvido — que não foi fichado nem terá passagem criminal registrada, pois não fez nada de mal com o jegue — contou aos policiais militares que naturalmente jegues criam o hábito de gritar de saudades de seus donos. Pra piorar, ele achou que dava tempo de se ausentar “bem rapidinho, só cinco minutos, para ir ao banheiro” e depois ir até o mercado comprar comida. Confiou também na educação que deu a ele e no fato de ser extremamente dócil, pois ajuda no orçamento da casa tirando retratos com crianças em escolas, parques, festas e outros eventos.

Fonte: Folha Max