Foram registrados 418 casos de maus tratos contra crianças e adolescentes no estado, de janeiro a setembro deste ano. Foram seis casos a mais do que no ano passado no estado.

Os dados são da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp).

Desde 2017, os delegados já podem pedir que as crianças recebam medidas protetivas, semelhantes as concedidas às mulheres em caso de violência doméstica antes mesmo do caso chegar à Justiça.

Na semana passada, um vídeo publicado mostrou uma mulher esfregando a frauda suja no rosto da filha, de apenas 1 ano e 9 meses de idade.

O caso aconteceu em Ribeirão Cascalheira, a 893 km de Cuiabá. Ela foi presa em flagrante por maus tratos.

Segundo a polícia, o Conselho Tutelar já havia recebido denúncias de outras agressões.

Para a coordenadora do grupo de pesquisa de psicologia da infância da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Daniela Freire, agressões geram adoecimento mental da pessoa futuramente e pode acabar repetindo as agressões.

“Se essa figura de afeto em si é ameaçadora, a criança vai interpretar que o mundo é ameaçador, que ela não pode confiar no mundo, que o mundo vai agredi-la, porque essa é a experiência mais concreta e duradoura que ela está tendo nos primeiros anos de vida. Então a gente pode pensar ali em um gasto de energia psíquica e que vai cobrar o seu preço, o adoecimento mental da pessoa, seja uma pessoa que desenvolve gagueira, excessiva timidez, comportamento repressivo ou até comportamento agressivo, repetindo os agressores”, afirma.

Fonte: TV Centro América