A Corregedoria da Polícia Civil vai apura o caso envolvendo o delegado T.D., 43 anos, preso por suspeita de ameaçar o suposto amante, durante uma confusão no bairro Residencial Lucia Maggi, em Rondonópolis (a 216 Km de Cuiabá). A mãe, o homem e o delegado foram encaminhados à Central de Flagrantes na 1ª Delegacia do município e ouvidos pelo delegado plantonista.

De acordo com a Polícia Civil, foram adotadas todas as providências legais sobre o fato e apenas um dos envolvidos decidiu pela representação criminal.

O CASO 

Um delegado da Polícia Civil de Rondonópolis (215 Km de Cuiabá), identificado como T.D.G., foi preso pela Polícia Militar após se envolver em uma confusão na noite desta sexta-feira (23) no bairro Chácara Paraíso. Na ocasião, a autoridade policial teria agredido uma mulher, 48 anos, durante uma briga de “namorados”.

O delegado teria um relacionamento homoafetivo com o filho da vítima, de 28 anos. Segundo informações do boletim de ocorrência, a autoridade policial teria chegado muito exaltado, pedindo para ver o rapaz e o ameçando de morte.

Temendo pela morte de seu filho, a mulher não deixou o delegado entrar na casa e pediu para que ele fosse embora. Entretanto, enquanto ela conversava com o delegado, o filho apareceu junto ao portão e eles entraram em luta corporal.

A autoridade teria ido embora e, poucos minutos depois, teria retornado ao portão da casa pedindo desculpas. A mulher entrou na casa para ligar para o outro filho e, quando retornou, o casal já teria feito as pazes.

Para impedir que a mãe brigasse mais uma vez com o delegado, o filho empurrou a mulher para que ela não falasse com o policial e devido à força da agressão, a vítima caiu no chão e desmaiou. Aos policiais, a mulher disse que quando acordou estava no chão e o seu outro filho estava ao seu lado perguntando o que havia acontecido. 

A dupla não respondeu, entrou no carro e fugiu. O irmão e um vizinho foram atrás do carro do delegado e, ao passar por uma viatura, pediram ajuda dizendo que havia um homem armado no carro que seguia logo a frente.

Os militares seguiram o carro e fizeram abordagem dos suspeito. Os policiais determinaram que ele deveria estar com as mãos na cabeça e que o passageiro também saísse do veículo.

Resistente à abordagem, o condutor informou que se tratava de delegado de Polícia Civil e que não era necessário aquilo. Ele que estava sem seus documentos para identificação, se revoltou e começou a proferir palavras de baixo calão aos policiais militares, que o algemaram.

O delegado e o rapaz foram encaminhados à delegacia para prestarem depoimentos. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Fonte: Folha max