O inquérito que investiga a “Grampolândia Pantaneira” na Polícia Civil poderá sofrer mudanças caso seja aceito o pedido de suspeição do delegado Rafael Mendes Scatolon, que trabalha na investigação do caso, juntamente com as delegadas Jannira Laranjeira Siqueira Moura e Luciana Batista Canaverde. O motivo é que ele aparece em uma foto durante uma confraternização, ao lado de dois delegados que são testemunhas de defesa de um dos investigados, o ex-secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas.

A informação foi divulgada no MTTV 2ª edição nesta segunda-feira (12). A foto em que o delegado Scatolon aparece ao lado de testemunhas de defesa de Rogers Jarbas foi publicada nas redes sociais, no mês de junho.

Caberá ao desembargador Orlando Perri, relator da grampolândia, decidir pela suspeição do delegado Scatolon no caso. No início do mês, os três delegados que apuram o caso - Scatolon, Jannira e Luciana - pediram a prorrogação das investigações que apura as interceptações ilegais de telefones.

Isso porque foram adicionados ao processo novos depoimentos durante o reinterrogatório, na 11ª Vara Militar de Cuiabá, dos coronéis da PM Evandro Lesco e Zaqueu Barbosa, e do cabo Gerson Corrêa, considerado o operador dos grampos.

Rogers Jarbas é investigado na “Grampolândia” e recentemente solicitou ao Ministério Público Estadual (MPE) e a Polícia Federal (PF) abertura de investigação contra as delegadas Alana Derlene Souza Cardoso e Alessandra Saturnino de Souza Cozzolino. Elas estão sendo investigadas pelo fato de terem sido induzidas pelo ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques a praticar escutas ilegais mediante “barriga de aluguel.

PROCESSO CONTRA MILITARES

O juiz titular da 11ª Vara Militar, Marcos Faleiros, informou que ainda estuda o processo contra os policiais militares acusados de participação no esquema para chegar a uma conclusão se terão benefícios por terem confessado os crimes. “Qualquer fato que venha a ser trazido, o juiz pode entender que ele teria um direito subjetivo da colaboração premiada e aplicar os benefícios, mas jamais aceitar uma delação premiada para prejudicar terceiros”, colocou.

Faleiros confirmou que as sentenças do caso serão anunciadas nas audiências marcadas para os dias 6, 7 e 8 de novembro. Faleiros negou privilégio aos militares por conta de um conselho de coronéis julgar o caso. “Nunca vi nenhum tipo de corporativismo, pelo contrário, eles cobram demais”, disse.

Fonte: Folhamax