Principal alvo da “Operação Status” em Mato Grosso, o empresário Tairone Conde, era considerado o “braço forte” da organização criminosa que lavava dinheiro com capitais oriundos do tráfico de drogas no Estado. De acordo com o delegado da Polícia Federal (MS), Lucas Vilela, Tairone mantinha uma forte parceria com os chefões da quadrilha através da sua concessionária de carros de luxo “Classe A” e da “Pousada Paraíso”, no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães.

Ambos empreendimentos eram utilizados para lavagem de valores milionários. “No que diz respeito a Mato Grosso, a organização criminosa possuía um braço muito forte no Estado, onde eles tinham uma espécie de parceria com a venda de diversos veículos na loja de Cuiabá. A propriedade no Manso era constituída no setor de hotelaria, mas nunca sequer funcionou. Inclusive houve um aniversário de um dos líderes da organização criminosa em 2017”, disparou. 

Um organograma divulgado pela PF, mostra que Tairone tinha ligação direta com os líderes do esquema criminoso. Além dele, a mulher do empresário também era ligada a loja veículos e "administrava" a pousada no Manso. 

O empreendimento era usado como “fachada” para o esquema criminoso e chegou a receber um grande show da dupla sertaneja Bruno & Marrone durante uma festa de aniversário de um dos chefões do tráfico, em 2017.

 

Além da concessionária e da pousada, os criminosos utilizaram duas fazendas no município de Barra de Garças (520 km de Cuiabá) para lavar dinheiro que era movimentado com a venda de drogas. Os imóveis foram avaliadas em R$ 10,5 milhões.

No Estado, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Primavera do Leste.  Durante as investigações, a PF descobriu que um dos líderes do grupo, o paraguaio Emidio Morinigo Ximenes, foi um dos responsáveis pelo aparelhamento da propriedades. 

OPERAÇÃO STATUS

A operação foi batizada de “Status” em alusão à ostentação de alto padrão de vida mantida pelos líderes da organização criminosa, com participações em eventos de arrancadas com veículos esportivos de alto luxo, contratação de artistas famosos para eventos pessoais e residências de luxo.

O esquema criminoso tinha como ponto principal a lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de cocaína, por meio de empresas de “laranjas” e empresas de fachada, dentre as quais havia construtoras, administradoras de imóveis, lojas de veículos de luxo.

Foram sequestrados mais de R$ 230 milhões em patrimônio do grupo no Brasil e no Paraguai. No Brasil estão sendo sequestrados e apreendidos 42 imóveis, duas fazendas, 75 veículos, embarcações e aeronaves, cujos valores somados atingem R$ 80 milhões em patrimônio adquirido pelos líderes da Organização Criminosa.

A estrutura, especializada na lavagem de grandes volumes de valores ilícitos, também contava com uma rede de doleiros sediados no país vizinho, com operadores em cidades brasileiras como Curitiba, Londrina, São Paulo e Rio de Janeiro.

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Fonte: folhamax