Mato Grosso possui um déficit de 5.471 policiais militares – contando todos os níveis, de oficiais a praças, da Corporação. O número é quase a metade do que o efetivo no Estado deveria contar (12.494 PMs).

A informação é do próprio Governo do Estado, que publicou na edição do diário oficial desta quinta-feira (16) o lotacionograma – uma ferramenta, composta por gráficos e tabelas, que apresenta os recursos humanos (policiais militares) que estão trabalhando em determinado órgão, neste caso, a Secretaria de Segurança Pública (SESP-MT). Atualmente, o número de PMs em Mato Grosso é de 7.144.

Segundo a publicação, as patentes mais carentes de servidores são as de soldado e cabo – dois dos níveis mais baixos na hierarquia militar -, que apresentam déficit de 4.416 policiais.

O Governo do Estado informa, ainda, que faltam 387 sargentos (incluindo os três níveis da patente), 348 tenentes e 238 capitães – estes dois últimos, já entre os oficiais da Corporação, responsáveis pelo planejamento estratégico e elaboração e implementação de políticas públicas de segurança.

EXCESSO DE CORONÉIS

No topo da pirâmide da hierarquia militar, a publicação informa que o Estado carece de 76 majores e tenentes-coronéis, além de 1 coronel.

Em novembro de 2019, o jornal paulista Folha de São Paulo publicou uma reportagem informando que Mato Grosso era uma das 15 unidades federativas brasileiras que possuíam mais coronéis PM na ativa do que o número de cargos autorizados pela própria legislação estadual.

De acordo com a reportagem o número de coronéis PM no Estado era de 34, porém, a legislação havia autorizado a criação de apenas 31. Os dados - oriundos de um levantamento da Inspetoria Geral das Policias Militares do Exército Brasileiro (IGPM/EB) -, são de 2018.

No entanto, segundo a publicação do Diário Oficial desta quinta-feira, o número de coronéis na ativa em Mato Grosso é de 30 PMs. Os tenentes-coronéis contam com 210 homens, e os majores totalizam 44 no Estado.

O FOLHAMAX repercutiu na época a matéria da Folha de São Paulo, e ouviu um dos dirigentes da PM no Estado. Ele reconheceu o excesso de oficiais de alta patente, dizendo que esta é uma “distorção” que precisa ser solucionada. “No linguajar popular, ‘é muito cacique e pouco índio’. Tem coronel um trombando no outro [no Comando Geral] e, enquanto isso tem Comando Regional comandado por tenente-coronel”.

 

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Fonte: folhamax.com.br