Uma organização criminosa que teria sonegado R$ 50 milhões em impostos é avo de uma operação na manhã desta terça-feira (27) em Mato Grosso, Goiás e Santa Catarina.

De acordo com a Polícia Civil, a Operação Mustela Putorius deve cumprir 31 ordens judiciais dentro do inquérito que apura crimes contra a ordem tributária e de organização criminosa praticados em um posto fiscal da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) em Barra do Garças.

Com apoio da Sefaz, a operação cumpre 11 mandados de busca e apreensão, seis instalações de tornozeleira eletrônica, 10 mandados de intimações e outras medidas. As ordens judiciais estão sendo cumpridas nas cidades de Barra do Garças, Aragarças (GO) e Balneário Barra Sul (SC).

A investigação tem por objetivo desarticular uma organização criminosa responsável por um esquema de sonegação fiscal.

Conforme a apuração da Defaz, a ação dos batedores/atravessadores investigados auxiliou de 15 a 20 caminhões diariamente, que deixaram de recolher, aproximadamente, R$ 50 milhões no último ano, a maior parte de ICMS incidente sobre o grão escoado a outros estados da federação.

Furo de posto

A investigação indicava indícios de ações articuladas por um grupo criminoso, liderado por um ex-colaborador, voltado para a prática de sonegação fiscal. Além disso, os integrantes da organização criminosa ameaçaram colaboradores e servidores do posto fiscal durante as atividades funcionais.
Durante a investigação da Polícia Civil, foram reunidos indícios contra os grupos criminosos responsáveis por orientar condutores de caminhão a simular a parada no posto fiscal, passando pela unidade sem a devida fiscalização, além de transmitir aos motoristas os melhores horários e rotas alternativas para escaparem da atuação fiscalizatória.

Diante dos elementos coletados durante a investigação, a Defaz representou pelos mandados judiciais, que tiveram manifestação favorável da 14ª Promotoria de Justiça da Capital, e foram deferidos pela 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.

Mustela Putorius é o nome científico do furão, remetendo à ideia de “furo” ao Posto Fiscal.

Fonte: G1