A CoronaVac, vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, apresentou 50% de efetividade em Manaus, capital do Amazonas, onde predomina a circulação da variante P.1, conhecida como cepa brasileira.

A taxa foi alcançada depois de 14 dias da 1ª dose ser administrada em análise de efetividade feita em testes com 67.718 profissionais de saúde na capital amazonense. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta 4ª feira (7.abr.2021).
O estudo, do grupo Vebra Covid-19, integrado por pesquisadores e servidores das secretarias estaduais e municipais de Saúde do Amazonas e de São Paulo, é o 1º que avalia o impacto do imunizante em locais onde há predominância da nova cepa.

“Os resultados são encorajadores. Eles mostram que a CoronaVac segue sendo efetiva para a nova variante do Brasil [batizada primeiramente como variante de Manaus] e poderá ser usada no mundo todo para as novas variantes”, disse o cientista Julio Croda, que coordenou o estudo, à Folha de S.Paulo.

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O pesquisador disse ainda que a variante brasileira já está se tornando predominante em muitos países da América Latina, por isso a importância do resultado encontrado em Manaus.

Os dados relativos à efetividade depois de 14 dias da 2ª dose, no entanto, ainda estão sendo coletados.

Segundo Croda, o próximo passo do Vebra Covid-19 é avaliar agora a efetividade da CoronaVac e da vacina de Oxford/AstraZeneca em idosos das cidades Manaus, Campo Grande (MS) e de todo o Estado de SP.

Os testes feitos pelo Instituto Butantan, antes da disseminação acelerada de novas cepas, mostraram que a CoronaVac tem eficácia global de 50,38%. O imunizante apresenta eficácia de 78% na prevenção de casos leves e prevenção total a mortes, casos graves e moderados da covid-19.

 

De acordo com estudo divulgado em conferência em Pequim, na China, em 22 de março, a CoronaVac é segura e eficaz na proteção de crianças e adolescentes.

Zeng Gang, pesquisador da Sinovac, disse que os níveis de anticorpos produzidos depois da vacinação foram maiores em crianças do que os registrados em adultos de 18 a 59 anos e em pessoas idosas.

A farmacêutica realizou testes com mais de 500 crianças e adolescentes de 3 a 17 anos, que receberam doses médias ou baixas da vacina ou placebo.

Uma dose menor foi capaz de induzir reações de anticorpos favoráveis em crianças de 3 a 11 anos. Nos jovens de 12 a 17 anos, o recomendado é uma dose média.

Os dados preliminares ainda não foram publicados em periódicos especializados para serem analisados pela comunidade científica.

Fonte: folhamax